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A realização de exposições de artistas consagrados em espaços de circulação popular foi uma das bem-sucedidas iniciativas, implementadas pela V&M, que mostraram o caminho do investimento em propostas de ampliação do acesso à arte como projeto cultural socialmente relevante e passível de sucesso. Nesse momento, a Fundação Sidertube idealiza a implantação de um centro cultural capaz de agregar diferentes expressões artísticas e projetos educacionais. Esse centro deveria priorizar localização e preço de ingressos compatíveis com uma faixa mais ampla de público.
Definida a idéia de estabelecer um centro cultural em um corredor de grande afluência de público, com ingresso a preços populares, fecha-se um ciclo de procura por uma oportunidade real para o empreendimento: a V & M do Brasil adquire o edifício em que funcionou o Cine Brasil e lança, em julho de 2006, o projeto definitivo de filosofia e gestão do novo espaço cultural, a ser conhecido como V&M Brasil Centro de Cultura.
A concepção do centro cultural é composta de 3 dimensões:
A dimensão da ESPONTANEIDADE quer traduzir, na própria arquitetura do espaço, a filosofia do acesso livre e irrestrito do cidadão que circula pela Praça Sete às expressões artísticas ali presentes. Trazer a rota do transeunte para as dependências do edifício, estimular a observação, seduzir o cidadão com as mais diferentes linguagens são as premissas de gestão de um espaço que contará com sala multimídia para cerca de 120 pessoas — destinada a exibições de curta duração —, pequenas galerias e lojinha de obras de arte de novos e reconhecidos artistas contemporâneos.
A dimensão da CELEBRAÇÃO quer garantir a possibilidade do solene encontro do público com a arte. Aqui há espaço para exposições de artes plásticas, na grande galeria, bem como para o teatro e a música, no novo auditório construído segundo as bases do antigo cinema.
A dimensão da CRIAÇÃO, diz respeito à garantia da formação cultural como fator que possibilita ao artista elevar seu grau de autonomia, por meio de novas possibilidades de acesso a espaços de informação, produção e divulgação e debate de idéias. Nesse sentido, abre-se também espaço para a formação contínua de novos públicos, graças a iniciativas diversas de Educação para a Arte, pulverizadas em diferentes modalidades de cursos, palestras e oficinas.
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