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 Revitalização: esquina entre passado, presente e futuro
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   Revitalização: esquina entre passado, presente e futuro
 

Fachada do Cine Brasil, já degradada pelo tempo, aguarda as obras da revitalização.

Os anos 70 marcam o início do processo de sucateamento de salas que passam a exibir filmes de qualidade duvidosa em nome do exercício de custos mais baixos. Belo Horizonte começa a dar adeus ao glamour e ao romance do cinema de rua.

Esse processo de crise do cinema como principal referência de entretenimento de Belo Horizonte tem continuidade na década de 80, em que foi fechado e demolido o Cine Metrópole.

Ao longo das décadas de 1980 e 1990, a decadência das grandes salas de cinema em Belo Horizonte atinge patamar semelhante ao de outras capitais do Brasil. As grandes e majestosas salas, excetuando-se uma ou outra, que, tombadas pelo poder público, aguardam um projeto específico, foram todas fechadas e, se não demolidas, deram lugar a templos, estacionamentos, casas noturnas. A grande parcela das salas de cinema passa a situar-se nos shopping centers.

Acompanhe uma visita em vídeo ao Cine Brasil. Clique aqui.

O Cine Brasil, após anos exibindo continuações e filmes de menor qualidade, fecha suas portas em julho de 1999. Cidadãos do centro ressentem-se de sua falta. Ressentem-se também da ausência de vida cultural no centro da cidade. Lamentam, assim, a perda do "Mineirão dos cinemas", conforme depõe o ex-funcionário ao repórter da televisão, ou constatam: "o centro morreu nos fins de semana".

A Fundação Sidertube e o Cine Brasil

Reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico, o Cine Brasil permaneceu vazio e sujeito à ação do tempo. Por algumas vezes a imprensa denunciou a ameaça que pairava sobre seu futuro, relatando as possibilidades de revitalização, bem como a angústia da população. Somente após a aquisição do edifício pela Fundação Sidertube, o projeto de revitalização fora definido e aprovado, firmando-se, portanto, o compromisso de trazer de volta à população um Cine Brasil restaurado e pronto a desempenhar novas funções para a vida cultural da cidade, agregando modernidade e tradição, ampliando suas funções, recebendo as diversas manifestações artísticas, das artes plásticas à arte eletrônica, e abrindo também o espaço ao debate, à circulação de idéias e à Educação para a Arte e a Cultura.

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