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   Os anos 20 e a consolidação do cinema
 
Fachada do Cine Glória.

A década de 20 prossegue com diversas inaugurações: Cinema Pathé, em 1920, na Av. Afonso Pena; Cinema Avenida, também na Afonso Pena, em 1922; Cinema Capitólio, na Av. do Comércio, em 1926; Cinema Democrata, no Barro Preto, em 1927, que viria a se transformar, duas décadas depois, no Cine Roxy.

Sumário do exemplar de A Revista n.2.

1927 foi também o ano de outra importante inauguração cinematográfica em BH: o Cine Glória, elaborado nos mais bem-cuidados padrões de engenharia e arquitetura, com capacidade para 1200 ocupantes.

A cobertura cinematográfica e a imprensa cultural continuam atuando não somente nos grandes jornais, mas em pequenas publicações, produzidas pelos próprios cinemas, a exemplo do Pathe Jornal, cuja primeira edição data de 1920. Ali os artigos abordavam não somente a programação, como também realizam uma cobertura das sessões, observando tanto a lista de freqüentadores, quanto o comportamento dos presentes. Esse tipo de publicação abre espaço para o gênero "curiosidade", à maneira das revistas de fofoca, adotado também pelas colunas de cobertura cultural de alguns grandes jornais.

Os ecos da Semana de Arte Moderna de 1922 ecoarão sobretudo na vida literária da cidade, com o lançamento de A Revista, em 1925.

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